ação... reação !

CO-PRODUÇÃO: CCF e SPZS/FENPROF
APOIO: CINEMATECA PORTUGUESA - MUSEU DO CINEMA, I.P.

BILHETEIRA: 1 CCF // 1,50 SPZS/FENPROF  e CGTP-IN // 1,50 JCE // 3 estudantes // 4 público

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DA FOLHA DE SALA



18 MAR

INÉDITO COMERCIALMENTE EM PORTUGAL

CAMARADAS, Mario Monicelli. IT: 1963. 126' (M/12)




apresentação
Adriana Freire Nogueira, docente na UAlg
debate
Jacinta Charneca,  Conselho Nacional do movimento Democrático das Mulheres (MDM)



Final do século XIX numa fábrica têxtil de Turim, os operários reivindicam a redução da jornada de trabalho de 14 para 13 horas para evitar os acidentes provocados pelo cansaço. O aparecimento do estranho e cativante professor Sinigaglia (Marcello Mastroianni) faz com que o protesto se transforme numa greve. 

Não é uma comédia à italiana, segue a história de uma greve e é tido como a obra-prima de Mario Monicelli. 


Nomeado para o Óscar de melhor argumento recebeu 4 prémios e 8 nomeações. De 1963, não estreou em Portugal. Foi exibido na Cinemateca Portuguesa- museu do cinema em Fevereiro de 2011.
ficha técnica
título original: I compagni
realização: Mário Monicelli
argumento: Mario Monicelli e Age - Scarpelli
música: Carlo Rustichelli
fotografia: Giuseppe Rotunno
montagem: Ruggero Mastroianni
origem: Itália / França / Jugoslávia
ano: 1963
duração: 126'
com: Marcello Mastroianni, Renato Salvatori, Annie Girardot, Folco Lulli, Gabriella Giorgelli, Raffaella Carrà

EXCERTO // IMDb // EVENTO FACEBOOK



18 FEV 

CHUVA DE PEDRAS, Ken Loach. GB: 1993. 90' (M/12)

apresentação
António Silva, docente do AE de Ferreiras 
professor coordenador do Programa Juventude Cinema Escola desde 1999


debate
Fernando Guerreiro, A.R.C.A.
Fernando Pessanha, escritor e músico




título original | raining stones
    realização | Ken Loach
   argumento | Jim Allen
   montagem | Jonathan Morris
     fotografia | Barry Ackroyd

música | Steward Copeland



'Prémio do Júri em Cannes 1993, RAINING STONES parte de um motivo simples – a história de um pai que, sem dinheiro para pagar o vestido da Primeira Comunhão da filha, recorre a expedientes pouco recomendáveis para o conseguir – para desenhar mais um retrato da vida das classes mais desafortunadas de Inglaterra, neste caso com cenário na zona de Manchester.' 
Cinemateca Portuguesa- museu do cinema, I.P.

TRAILER // IMDb // EVENTO 




14 JAN

LOS OLVIDADOS, Luis Buñuel. México: 1950. 85' (M/12)

 
spot da sessão de abertura


apresentação
Mirian Nogueira Tavares, docente da Universidade do Algarve
debate
Manuel Nobre, presidente do SPZS


realização | Luis Buñuel
argumento | Luis Buñuel, Luis Alcoriza, Max Aub, Juan Larrea, Pedro de Urdimalas
música | Rodolfo Halffter, Gustavo Pittaluga
fotografia | Gabriel Figueroa
montagem | Carlos Savage

origem | México
ano | 1950
duração | 85'

Luis Buñuel definiu "Los Olvidados" como “um filme de luta social”, mas, para além da denúncia da sordidez e da miséria da vida nos bairros de lata de Cidade do México, reproduz igualmente todo o imaginário onírico e erótico do realizador, sublinhando as suas origens surrealistas (as fabulosas sequências do sonho de Jaibo, o leite nas pernas de Meche). O filme, intenso e cruel, fez sensação no festival de Cannes e relançou a carreira de Buñuel (aos 50 anos). Trata-se de uma das suas obras primas absolutas. Texto: Cinemateca Portuguesa  

TRAILER | IMDb |  EVENTO





após o ciclo se ainda não viu (out - dez '16)
entre janeiro e maio de 2017: mensalmenteao sábado à tarde

um programa dedicado a questões sociais, de luta, de reivindicação e perspetiva de mudança social
em co-produção com o SPZS/FENPROF

FOLHA DE SALA
distribuição gratuita da  junto à bilheteira

apoio: Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, I.P.


'Um ciclo sobre os excluídos, os que não têm voz e a sua luta permanente pela sobrevivência, num ciclo em que se questiona o real, desde a força do surrealismo (Los Olvidados, Buñuel), ao realismo britânico (o sempre actual Ken Loach), a um lado de coreografia operática (Os Camaradas de Monicelli), ao lado metafórico (Los santos inocentes, Camus), à crueza de Ford e do seu As Vinhas da Ira.

Um ciclo em que se diversificaram estéticas e proveniências, onde se encontram adaptações de grandes obras literárias, mas também excelentes argumentos originais.
Em suma, um ciclo sobre a condição humana na sua vertente mais nobre: o trabalho e as relações laborais no contínuo histórico.

Um ciclo que se pretende, portanto, Ação e assim provocar Reação!
Porque o cinema tem o poder de nos envolver, inquietar, provocar.
Porque no escuro da sala, a nossa consciência faz-nos críticos e pode fazer-nos dar um salto. Quantos filmes nos permitiram conhecer, pensar, optar por actos de luta?

Este ciclo foi programado para nos colocar numa posição dialética. De reivindicadores e de organizadores, tal como o professor de Os Camaradas.' Graça Lobo, CCF

'Há filmes que mergulham na realidade dura de quem sofre e luta para viver.
Há filmes que ao retratar a sociedade estrangulam a indiferença e provocam reações.
Há filmes que merecem ser vistos ou revistos.

Ação... Reação! É uma nova parceria entre o SPZS e o Cine Clube de Faro.
Uma vez por mês será exibido um filme no Instituto Português do Desporto e Juventude, em Faro.

Cada sessão contará com uma apresentação ao filme a cargo de um docente (ensino básico, secundário, superior) que fará a contextualização da obra e do realizador e com um debate a cargo de um segundo convidado que representará uma entidade ou instituição relevante na sociedade, que falará sobre as reações despertadas pelo filme visto.' Cristina Barcoso, SPZS

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